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quarta-feira, 13 de abril de 2016

TIPOS DE CANDIDATOS QUE ESCOLHEMOS!

Durante uma a campanha política, numa eleição passada, nas andanças pelos bairros de nossa Cidade (Águas Lindas de Goiás),  um certo candidato fazia questão de sentar-se no banco da frente do carro, ao lado do motorista, pois, assim sentia-se mais à vontade para acenar à população, enquanto distribuía seu "largo" e "sincero sorriso". Chorava em velórios, pagava cervejada nos bares, financiava clubes de futebol, dava presente às criancinhas, em fim, ele era o que se chama popularmente, “um figuraço”.



Em uma de suas andanças, num belo dia, em uma esquina lá pelos lados do bairro Quintas do Paraíso, um cidadão olhou para "o figuraço" e ficou na dúvida se o reconhecia ou não. Foi então que o figuraço ficou matutando: “Ué, será que o cidadão não me reconheceu?" Em seguida olhou para mim e perguntou-me: “Willian, o que será que leva um cidadão a decidir seu voto por um candidato?".

Respondi-lhe que esta pergunta era de difícil resposta e, entretanto fiquei inculcado com esta pergunta e passei a “bolar” uma resposta.

Depois de mais de um ano de raciocínio e pesquisa nas planilhas dos resultados dos votos das eleições anteriores, e usando o método do “geral para o particular”, consegui classificar o perfil dos candidatos eleitos, dos mais votados aos menos votados,  buscando um perfil de suas respectivas inserções sociais e nível de influência na decisão do voto do eleitor, da qual eu pude estabelecer uma tabela de nível de eleitos de 1ª até 6ª grupo.

Não citarei nomes, porém, cabe a cada um que ler este artigo e fazer juízo das próprias razões e ver onde encaixa cada um:

1ª. Grupo: Os Candidatos da Fama
Essa é maior chance de eleição, está com os candidatos famosos na sociedade, que atuam na mídia do rádio ou televisão, igrejas, onde se incluem obreiros, atletas, comunicadores, cantores ou atores, desde que famosos junto ao povão e que detenham alta aprovação no índice de audiência de seus programas ou apresentações.

2ª. Grupo: Os Candidatos da Grana
Neste patamar está a turma que compra votos na eleição. É a turma da “grana” que se elege a "peso de ouro". Esta categoria de candidato tem que ter muito dinheiro mesmo, pois o retorno do “investimento” em nível de votos ronda mais ou menos vinte por cento, ou seja: para cada cem votos comprados dá para contar com uns vinte votos na urna. Este jogo é pesado. Nesse caso, alguns candidatos buscam preencher o espaço vazio de suas vidas, outros buscam proteção da lei (com a imunidade parlamentar), para postergarem condenação na justiça, até por sonegação fiscal e outros crimes graves.

3ª. Grupo: Os Candidatos de Proposta Ideológica e Programática.
Neste grupo encontram-se os candidatos que deveriam estar no 1º grupo, pois são os candidatos que acreditam em uma proposta política que é veiculada e propagada durante anos e anos. Demoram a convencer os eleitores já que seus nomes são construídos ao longo de anos. Perdem muita eleição até convencer o eleitor, pois a mídia lhes dá pouco espaço.


4ª. Grupo: Os Candidatos de Nome famoso.
Esta chance de se eleger é para poucos, pois exige que o candidato tenha um pai ou tio famoso e popular que possa transferir seu prestígio para o parente próximo, filho, irmão, neto ou sobrinho.





5ª. Grupo: Os Candidatos da Raridade do Milagre.
Quando acontece este fenômeno a eleição é favas contadas. Uma revira volta sem opções para o eleitor! É o chamado milagre ou fenômeno na eleição.




6ª. Grupo: Candidatos do Rebolo.
Em último lugar se elegem os candidatos que possuem uma parcela de cada um dos itens acima, ou seja:

Os possuem um pouco de fama, pelo menos na sua inserção profissional; aparecem um pouco na mídia;
possuem ou conseguem alguma grana para sustentar sua campanha política; conseguem se inserir de algum modo em movimento de caráter social, com proposta ideológica; possuem nome de família respeitável na comunidade; e contam com uma ajuda quase milagrosa, como é o caso de um candidato que se filia em um partido de médio porte, sem candidatos de alta votação, e se elegem proporcionalmente com baixa votação, e assim chegam na disputa das últimas vagas, ou seja, ficam no “rebolo”, quando podem perder a vaga (morrer) por poucos votos.

Obs. “Rebolo”, é uma caixa de madeira redonda, com tampa em cima, onde se colocam dois galos de briga que empataram, até que um seja morto. (Não estou dizendo que um candidato irá fazer isso com o outro! kkkkkkkk)

Os demais candidatos que não se enquadram nestas categorias, seguramente serão classificados como "suplentes", e seus votos só servem para ajudar os privilegiados candidatos encaixados nestes seis critérios. (O Famoso escadinha... Rsss...)

Pois bem, é necessário frisar que os já eleitos e com mandatos, voltam sempre aos seus cargos, na proporção de 40% até 70% da composição de sua casa legislativa, pois estão em "campanha permanente" durante os quatro anos de sua legislatura.

No entanto, essas são as variáveis que dão a certeza de uma eleição em campanha política. É só guardar este artigo e conferir o resultado da próxima eleição.

Em todas as eleições passadas, os candidatos continuam balizando para estas seis variáveis de possibilidades de um candidato se eleger, isso acontece porque, nossa Cidade ainda tem uma proporção muito alta de a população de má informação.

Nossos políticos eleitos refletem a média cultural do nosso povo, o qual ainda vota com critérios de “desconstrução” do exercício da cidadania.

No momento é o que temos em nossa realidade como resultado de nosso estágio cultural, em fase de frágil democracia.

Por: Willian iDELfonso